Alternância entre remakes e jogos novos
A Capcom quer que Resident Evil tenha um novo lançamento praticamente todos os anos. Para cumprir esse objetivo sem sobrecarregar as equipas de desenvolvimento, a editora japonesa vai alternar entre entradas inéditas na série e remakes dos clássicos.
Numa entrevista à Game Informer, o produtor Masachika Kawata explicou que desenvolver um novo capítulo principal todos os anos seria demasiado exigente. Por isso, a Capcom prefere intercalar os lançamentos principais com remakes, uma estratégia que permite manter o ritmo anual sem comprometer a qualidade. Segundo Kawata, os remakes não são tratados como projetos secundários, pelo contrário, recebem o mesmo nível de atenção e importância que os jogos novos.
Além de manterem a franquia constantemente presente no mercado, os remakes de Resident Evil também desempenham um papel importante do ponto de vista financeiro. O remake de Resident Evil 2 já ultrapassou 18,3 milhões de cópias vendidas, enquanto Resident Evil 4 soma mais de 13,6 milhões de unidades.
De acordo com Kawata, o sucesso comercial destes jogos cria um ciclo sustentável que permite à Capcom financiar não apenas novos Resident Evil, mas também outras propriedades originais, como Pragmata.
O produtor falou ainda da ausência de novos spin-offs, admitindo que a comunidade gostaria de mais títulos paralelos dentro do universo Resident Evil. No entanto, explicou que as equipas estão totalmente focadas nos capítulos principais e nos remakes, não existindo espaço para desenvolver jogos secundários.
Se os planos da Capcom se mantiverem, 2027 trará Resident Evil Veronica, o remake do clássico de 2000, possivelmente seguido por uma nova versão do Resident Evil original de 1996.
