Finalmente, o cinema português. Daniel Soares concorre à Palma de Ouro, com a curta ‘Algumas Coisas que Acontecem ao Lado de um Rio’; já Clara Vieira mostra ‘Onde Nascem os Pirilampos’ na secção La Cinef, dedicada às escolas de cinema.
Sim, o cinema português estará na 79ª edição do Festival de Cannes! O lado mais curioso é que ambos os filmes prometem levar à Croisette a energia, a estranheza e a descoberta da juventude. Se é verdade que teremos de esperar até julho algum tempo até descobrir o filme de filme Daniel (no Curtas de Vila do Conde), no caso do de Clara, ele espera-nos já no início de maio, no IndieLisboa.

Dois anos depois, Daniel Soares regressa a Cannes para integrar de novo a Competição Oficial de Curtas-Metragens. Desta feita, com Algumas coisas que acontecem ao lado de um rio (2026, Portugal/França, FIC, 14′), numa co-produção entre O Som e a Fúria (Portugal), L’Oeil Vif Productions(França), e Kid With a Bike (Portugal). Isto a seguir a Bad for a Moment, onde ganhou uma menção honrosa.

Assim se consolida o interesse pelo trabalho de Daniel Soares, depois já de levar o seu filme a Locarno e Clermont-Ferrand. “O filme parte de uma imagem inquietante”, como refere o press release, “um grupo de adolescentes flutua rio abaixo, fingindo estar morto para as redes sociais, enquanto um deles vai à deriva.” A coisa promete.
A outra entrada é Onde Nascem os Pirilampos, de Clara Vieira, com argumento de Helen Barrocas e produzido por Matilde “Jordão” Lima, da Escola Superior de Teatro e Cinema. Um filme que poderemos ver em breve na secção Novíssimos do IndieLisboa. Neste caso, um (novo) grupo de adolescentes reúne-se para acampar, mas acaba por ser surpreendido por um enxame de pirilampos que os conduzirá até ao interior da floresta. A curta-metragem é distribuída pela Portugal Film – Agência Internacional de Cinema Português.

Segundo a Portugal Filmes, este projeto da realizadora, de 22 anos, “nasce da dificuldade de nos definirmos quando o futuro se apresenta incerto. A incapacidade de dois adolescentes assumirem a sua relação amorosa cruza-se com uma consciência ambiental que já não pode ser ignorada”. Trata-se de uma história que lida com o “autoconhecimento, espiritualidade, ansiedade climática e descoberta do desejo através de uma presença mística numa floresta de magia “man-made”.









