Terça-feira, Junho 25, 2024
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Melgaço: revistar a iconografia da época de ouro do cinema alemão

Ir a Melgaço e não visitar o Museu de Cinema é como ir a Roma e não ver o… Bom, diante. Estão a ver a ideia. Pelo menos, é nossa paragem obrigatória a cada visita ao MDOC, o festival de cinema documental, organizado pela Associação AO NORTE, com a direção de Carlos Viana, que este ano se realiza entre o dia 31 de Julho e 7 de Agosto.

Neste caso, é também como ir a Melgaço, uma das povoações mais a norte de Portugal, e não ver a exposição Imagens de uma Idade de Ouro: o cinema alemão dos anos 10 a 30, inaugurada também no dia 31. Trata-se de uma coleção de cartazes de cinema da época (muitos deles originais), colecionados por Jean-Loop Passek (1936-2016), o cinéfilo francês, fundador do festival de La Rochelle e criador do Prémio Câmara de Ouro, em Cannes (com Gilles Jacob), que se apaixonou por esta vila minhota, desde o início dos anos 70, à qual viria a doar o seu espólio e criar este Museu do Cinema.

Do imenso acervo presente ao Museu do Cinema destaca-se agora a exposição temporária de cartazes de filmes como Metropolis, de Fritz Lang (1927), O Anjo Azul (1930), O Último dos Homens, de F.W. Murnau (1924) ou Berlim, Sinfonia de uma Cidade, de Walter Ruttman (1927), ilustres expoentes do movimento expressionista, talvez um dos períodos mais férteis da história do cinema. A exposição inclui igualmente fotografias de muitas das vedetas da UFA, a sociedade de distribuição alemã, fundada em 1917. Naturalmente, com destaque para a americana Louise Brooks, que haveria de ter na Alemanha o relançamento da sua carreira, sobretudo pela colaboração com G.W. Pabst, nomeadamente, pelos dois filmes que rodaria em 1929, A Boceta de Pandora (1929) e Diário de uma Mulher Perdida (1929).

Cinematógrafo e objetos pré-cinema

Fazem ainda parte da exposição permanente vários objetos impressionantes do período do pré-cinema, incluindo lanternas mágicas, zootrópios, praxinoscópios e, naturalmente, cinematógrafos, além de cartazes da época anunciando o que haveria de ser o nascimento de uma nova arte. Sim, uma visita imperdível a qualquer cinéfilo.

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